8 estratégias para tirar seu filho do quarto

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Você tem um adolescente em casa que passa mais tempo trancado no quarto, imerso em redes sociais ou jogos, do que com a família? O isolamento nessa fase é comum, segundo a orientadora parental e escritora Anita Cleare, mas existem formas de equilibrar essa necessidade de independência dos jovens com a proximidade familiar.

No livro Enfurnados, publicado pela Latitude, a autora apresenta estratégias para ajudar os pais a resgatarem essa conexão sem precisar recorrer a padrões engessados e autoritários. Cleare reforça que a chave para construir laços mais fortes e saudáveis com adolescentes é ter empatia, paciência e presença: ou seja, respeite o espaço deles, enquanto se mantém por perto.

Selecionamos oito lições essenciais desse lançamento para auxiliar você a se conectar com seus filhos:

1. Escolha o momento certo para conversar

Adolescentes raramente vão querer bater papo na hora que você deseja. O segredo é aproveitar qualquer oportunidade de interação quando ele estiver disposto a falar, mesmo que você esteja cansado ou apressado para o trabalho. Pequenos momentos espontâneos, no tempo dele, fazem toda a diferença.

2. Pergunte em vez de ensinar

Ninguém gosta de conversar com alguém “sabe tudo” e que ensina uma lição de vida a cada diálogo. Por isso, tente cultivar com o jovem conversas em que você não é o especialista: demonstre curiosidade sobre os conhecimentos dele, peça ajuda e consulte a sua expertise. Assim, ele vai se sentir ouvido.

3. Use frases neutras para criar proximidade

Ao invés de obrigá-lo a falar sobre algum problema que o está incomodando, experimente se comunicar com frases como: “estou aqui, se precisar de apoio para tentar resolver juntos”. Isso incentiva seu filho a abrir os sentimentos sem se sentir julgado ou pressionado.

4. Estabeleça espaços livres de tecnologia

A autora sugere combinar rituais familiares para criar espaços livres de tecnologia, a fim de ajudar os filhos a se desconectarem gradualmente sem a necessidade de proibições rígidas. Isso pode incluir a redução do tempo de tela antes de dormir, além de fazer refeições em conjunto.

5. Negocie limites; não obrigue

Em vez de dizer “você não pode mais jogar depois das 22h”, experimente “vamos encontrar juntos um horário para você jogar sem prejudicar seu sono?”. O envolvimento do jovem nas decisões pode aumentar a adesão dele às regras, mesmo que você precise também negociar algumas concessões.

6. Não hesite em procurar ajuda profissional

Se o isolamento na adolescência vier acompanhado de sinais como perda de interesse em atividades antes prazerosas ou queda no desempenho escolar, pode ser a hora de investigar mais a fundo. Procurar ajuda psicológica profissional também é sempre uma boa alternativa.

7. Incentive pequenos momentos de convivência

Não precisa forçar grandes encontros familiares toda semana. Um lanche rápido, assistir a algum programa de televisão em família, são atividades que podem fortalecer os laços sem que o adolescente se sinta sufocado.

8. Seja um exemplo de equilíbrio

Deseja que seu filho passe menos tempo no celular? Então avalie também os seus próprios hábitos digitais. Afinal, você é o exemplo dentro de casa. Por isso, comece a colocar em prática o mesmo uso consciente da tecnologia que você espera da nova geração.

SÃO PAULO

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