Curiosidade infantil

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A curiosidade infantil é um tema que sempre surge numa roda de conversas, nos estudos universitários e artigos científicos. Essa característica intrínseca das crianças, que as leva a explorar o mundo ao seu redor, fazer perguntas incessantes e buscar entender como as coisas funcionam, é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e emocional.
E observando a curiosidades desses pequenos sedentos por informações é que observamos que muitas vezes inserimos eles na nossa rotina de praticidade ao invés de darmos tempo as suas curiosidades e apresentar situações a eles que aguce ainda mais o interesse pelo novo, por desenvolver sua opinião e sua forma de pensar. E ensinar a pensar por suas próprias pernas dá trabalho, mas é compensatório.
Recebemos aqui no JORNAL DO OESTE a visita dos alunos do 5º ano do ensino fundamental anos iniciais da Escola Municipal Borges de Medeiros. A professora Talita nos explicou que as crianças passaram por aulas de redação e textos jornalísticos e para finalizar o conteúdo vieram visitar a redação e as instalações do jornal.
Os olhos brilhavam, maravilhados que estavam ao descobrir como um jornal impresso é feito, como são produzidas as matérias, como é o trabalho de um jornalista, diagramador ou editor de conteúdo. Ficaram encantados com as máquinas de impressão e já queriam saber onde encontrar o jornal para ler. Alguns deles não tinham tido contato com uma edição de jornal e ficaram encantados com a praticidade da leitura. Foi encantador observá-los.
Vendo isso que observamos o quanto nós, adultos, negligenciamos com nossos pequenos curiosos, o quanto nós deixamos de lado hábitos importantes como a leitura e esquecemos de dar o exemplo aos nossos filhos.
Acompanhe a linha de raciocínio: para os pais que tem mais de 35 anos, quando aprenderam a ler e escrever foi com livros impressos e escrevendo em cadernos de caligrafia. Depois que foram se adaptando as tecnologias. Essa turminha nasceu no meio digital porém não deixando de lado a importância do consumo de produtos impressos como livros e jornais, brinquedos e jogos didáticos ao invés dos virtuais. Segundo muitos estudos apresentados nos últimos meses, as telas devem ser consumidas a partir de uma determinada idade e sempre com moderação, inclusive para os adultos. Os conteúdos físicos são mais amplos e agregam mais ao conhecimento das pessoas e desenvolvimento físico e social das crianças e dos adolescentes.
A história apronta que anteriormente educadores e psicólogos entendiam a curiosidade infantil entendiam como algo que deveria ser controlado e direcionado. Com o passar do tempo, a visão sobre isso mudou. Pesquisas mais recentes destacam a curiosidade como um componente vital para o aprendizado ativo e a criatividade. Artigos contemporâneos enfatizam a importância de ambientes que estimulem a curiosidade, permitindo que as crianças experimentem, façam perguntas e se envolvam em atividades práticas. Foi exatamente isso que a escola propôs aos alunos trazendo eles visitarem o ambiente onde acontece o que eles estudaram.
Essa mudança de paradigma reflete uma compreensão mais profunda do desenvolvimento infantil e do papel que a curiosidade desempenha na formação de pensadores críticos e inovadores.
Além disso, a curiosidade infantil é frequentemente ligada à motivação intrínseca. Quando as crianças são encorajadas a explorar seus interesses e a fazer perguntas, elas se tornam mais engajadas e motivadas a aprender. Isso é especialmente relevante em um mundo em constante mudança, onde a capacidade de aprender de forma autônoma e adaptativa é crucial.
Elas precisam apenas de estímulo, vinculo, paciência e exemplo.