Reflexão construtiva

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Quem é cristão já ouviu o trecho do evangelho de João que fala: “Quem dentre vós estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra”. Agora a questão é “quem dentre vós, com seus pecados e virtudes, consegue não atirar a pedra?”
Tão claro como uma água límpida, o ser humano tem certa dificuldade de colocar em prática certos ensinamentos básicos e sendo ou não cristão, fazem todo sentido, afinal se eu sou perfeito quem me deu o direito de apontar o dedo para o erro alheio? Se tenho erros, quem me dá o direito de apontar o dedo para os demais?”
As respostas são simples? Não. As respostas exigem reflexão? Sim. As respostas serão de todos as mesmas? Não. Diante disso convido a mais uma reflexão: e por que dentre esses tópicos já refletidos achamos que temos o poder e o domínio de dizer o que o outro pode ou não fazer, o que é certo ou não? Sabe quais são as implicações de “apontar o dedo” para fatos, pessoas e situações?
Em muitos casos, pessoas não conseguem sobreviver a tamanhas críticas pelo erro cometido. E de quem é a culpa? Erros previstos por lei, julgáveis e condenáveis compete a justiça. Erros morais, cotidianos e éticos, esses competem a algo que podemos chamar de “consciência” e para os que creem, na justiça divina.
Uma frase sábia de Pitágoras diz: “Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te”. Nem sempre a crítica acrescenta ou auxilia, muitas vezes ela se transforma em um comportamento negativo que pode prejudicar relacionamentos e criar um ambiente de desconfiança e hostilidade.
Já diriam então profissionais da saúde mental que a crítica deve ser avaliada por vários ângulos e um deles é que essa atitude pode ser impulsionada por inseguranças pessoais ou pela necessidade de se sentir superior. Quando alguém se dedica a criticar os outros, pode estar tentando desviar a atenção de suas próprias falhas ou buscando validação através da comparação. Essa dinâmica não apenas prejudica a pessoa criticada, mas também reflete uma falta de autoconhecimento e empatia por parte de quem critica.
Além disso, a forma como as críticas são feitas é crucial. Apontar defeitos de maneira agressiva ou desrespeitosa pode causar danos emocionais significativos. Em vez de promover o crescimento e a melhoria, esse tipo de crítica pode levar à defensividade e ao ressentimento. As pessoas são mais propensas a responder positivamente a feedbacks construtivos e respeitosos, que se concentram em comportamentos específicos e oferecem sugestões para a melhoria, em vez de simplesmente apontar falhas.
Vejam, disso existem outras inúmeras formas de engrandecer essa reflexão. Portanto, busca dentro de si e nas páginas do Google algo que abranja sua mente e que possa tirar boas conclusões e na próxima vez que resolver apontar e fazer uma crítica, olhar para si e ver o quanto é válido ou “é melhor deixar pra lá”. Quantas brigas e discussões poderão ser evitadas?