Consumo de água: Oeste mantém estável, contudo, população precisa colaborar
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Um dos serviços afetados com as alterações climáticas é o fornecimento de água. A tendência é que o calor intenso venha a favorecer um maior consumo de água. Em alguns municípios do Paraná, o consumo subiu mais de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Já na região Oeste não foi registrado o mesmo o índice.
Segundo a assessoria de comunicação da Sanepar, na região Oeste do Estado, o impacto desta onda de calor não tem sido significativo em termos de aumento de consumo. Em Toledo e Foz do Iguaçu, por exemplo, está estável, com uma mínima redução (inferior a 1%) nos primeiros 15 dias de fevereiro.
“Em Cascavel, houve um aumento de 8,45%, mas este percentual foi impactado também pelo Show Rural. Entre a sexta-feira (7) anterior ao início do evento e a segunda-feira (17) pós-feira, na cidade foi registrado um aumento de 10,41% do consumo de água. Desse forma, não é possível atribuir exclusivamente ao calor a alteração em relação ao consumo”, pontua.
Entre as justificativas sobre o consumo de agua no Oeste não estar acima da média é que a região, tradicionalmente, apresenta temperaturas mais elevadas. O Oeste é mais quente que a região de Ponta Grossa, por exemplo, com isso, as pessoas já estão mais acostumadas a um padrão de consumo com calor. Outro fator – que pode ajudar a justificar – envolve as chuvas, visto que ocorreram mais precipitações no Oeste e do que na região de Paranavaí.
CONSUMO ELEVADO – Apesar dos investimentos frequentes e constantes na ampliação e na manutenção dos sistemas de abastecimento de água de todo Paraná, houve regiões em que os picos de elevação de consumo interferiram na operacionalização dos sistemas, provocando desequilíbrio entre a produção e a demanda de água. Ainda assim, na maior parte do Estado, os sistemas de produção e distribuição de água estão com operando dentro da normalidade.
Na Lapa, Região Metropolitana de Curitiba, o volume de água produzida aumentou 33% – equivalente como se em um dia a população da cidade aumentasse repentinamente em 5,5 mil pessoas. Já na Capital, por exemplo, nos dias em que as temperaturas superaram os 30°, o aumento de consumo registrado foi cerca de 10% maior. Isto significa que em um único dia, o volume de água entregue pela Sanepar nas casas dos curitibanos foi de 105 milhões de litros por dia a mais que o normalmente distribuído.
Tal elevação provoca um intenso impacto na capacidade de produção e nos equipamentos de bombeamento de água que trabalham no limite da capacidade operacional. Visto que a quantidade a mais de água distribuída seria suficiente para enfileirar 10.500 caminhões-pipa, com capacidade de 10m³, o que representa uma distância de mais 100 quilômetros.
NO NOROESTE – Na região Noroeste, onde cidades como Paranavaí, Umuarama e Maringá, onde as temperaturas ficaram entre 35° e 37°, o aumento do consumo de água ficou, em média, 11% maior. Na região de Londrina (Norte) o consumo cresceu na última semana acima dos 20% em relação à média do ano passado.
AMPLIAÇÃO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO – A Sanepar, nos últimos cinco anos, tem investido pesadamente na ampliação do sistema de abastecimento de água. Na Região Metropolitana de Curitiba mais de 30 empreendimentos foram incorporados aos sistemas, nos últimos quatros ano. A previsão de investimento é de R$ 11,8 bilhões para os sistemas de água e esgoto em todo Paraná, no ciclo 2025 – 2029.
CONSUMO CONSCIENTE – Cada cidadão pode ajudar a manter a regularidade do sistema. Para isso, basta adotar hábitos de consumo inteligentes em sua rotina de uso da água tratada e, mesmo nas atividades essenciais, buscar horários alternativos para realizá-las, sempre que possível, evitando a sobrecarga no sistema.
Algumas dicas que podem ser seguidas:
– Não utilizar água potável para diminuir a poeira das calçadas, nem varrer resíduos;
– Não usar a água tratada para lavagem de veículos;
– Não desperdiçar enchendo e esvaziando piscinas;
– Reduzir o número de lavagens de roupa, acumulando peças e usando a capacidade máxima da máquina de lavar;
– A água de lavagem e enxágue de roupas deve ser aproveitada para outras atividades, como lavagem de pisos, calçados, tapetes;
– Os banhos devem ser rápidos: apenas cinco minutos de chuveiro consomem de 70 a 100 litros de água, dependendo do modelo do aparelho;
– É preciso redobrar os cuidados com a hidratação: água tratada deve ser priorizada para consumo humano e de animais domésticos, na alimentação e na higiene;
– Ao lavar a louça, feche a cuba da pia, deixando um pouco de água. Ensaboe toda a louça e enxágue com água limpa. Não deixe a torneira aberta durante todo o tempo;
– Feche a torneira também enquanto escova os dentes, ensaboa as mãos ou faz a barba: torneira aberta manda para o ralo 20 litros de água por minuto;
– Prefira vasos sanitários menores, que utilizam menos água para a descarga;
– Nas caixas de descargas acopladas, coloque dentro uma garrafa PET de 1,5 ou 2 litros fechada, com água ou areia. Com isso, a cada descarga, há uma economia de 1,5 l ou 2l;
– Ao identificar qualquer possível vazamento de água na rede da Sanepar, entre em contato direta e primeiramente com a Companhia.
Da Redação*
TOLEDO
*Com informações da AE