Pró-Rim atinge marco de 2000 transplantes renais

A Fundação Pró-Rim, com matriz em Joinville (SC) chegou neste ano aos 2000 transplantes realizados pela instituição ao longo de sua história. Um marco para a Fundação, que foi pioneira nos transplantes em Santa Catarina e é referência nacional, proporcionando vida nova a milhares de pessoas desde 1978.

O primeiro transplante renal foi realizado por um dos fundadores da Pró-Rim, Dr José Aluísio Vieira. Ao lado do Dr. Hercilio Alexandre da Luz Filho, também fundador da instituição, realizaram centenas de transplantes, iniciando essa jornada de cuidado, multiplicando esperanças de tantos pacientes e famílias Brasil afora!

Para comemorar a data, diferentes eventos foram realizados nas unidades da Pró-Rim, nos estados de Santa Catarina e Tocantins. A Fundação realiza transplantes em pacientes de todo o Brasil, que buscam a instituição para uma nova esperança de vida

Transplante renal

O transplante renal é um tratamento que garante ao paciente crônico uma melhora considerável em sua qualidade de vida. “O transplante renal é o melhor tratamento para o paciente, que possibilita mais qualidade de vida. Só temos razões para agradecer esse momento tão singular, com mais de 2000 vidas salvas na Fundação Pró-Rim. E isso é resultado de diferentes mãos, de todos os setores, dos profissionais da equipe multidisciplinar e tantos outros”, comemora o presidente da Pró-Rim, Maycon Truppel Machado.

A Fundação Pró-Rim possui uma equipe cirúrgica para a realização de transplante de rim composta por médicos cirurgiões, urologistas e nefrologistas treinados no país e no exterior. As cirurgias são feitas atualmente em parceira com  o Hospital Municipal São José, em Joinville (SC).

O transplante que mudou a vida de Samara

Hoje com 27 anos, Samara Becker iniciou sua luta em 2014, quando vieram os primeiros sintomas, ainda residindo no estado de Rondônia. Jovem, com dores de cabeça e no corpo, inchaço, manchas pela pele, sua família foi em busca de um diagnóstico. “Procuramos vários especialistas. Levou cerca de 9 meses até conseguir passar por um clínico, que encaminhou para um reumatologista com suspeita de lúpus”, conta.

Então veio o resultado: lúpus já com comprometimento grave dos rins. “Até então nem sabíamos o que era lúpus”, recorda. Foi uma perda muito rápida da função renal e, em menos de um ano Samara iniciou a terapia renal substitutiva, ou seja, a hemodiálise.

“Meu tratamento era bom, conseguia ficar estável durante as sessões, uma vez ou outra eu ficava ruim. Mas lá em Rondônia a gente viu que estava demorando um pouco para os encaminhamentos de um transplante. Minha mãe ficou preocupada, viu que minha vida teve que dar uma parada, tinha a questão da aceitação da doença também”, recorda a paciente.

Foi então que a família de Samara decidiu buscar uma clínica em outra região do Brasil, com mais chances de realizar o transplante. “Chegamos aqui em Joinville em 2019. Não conhecia ninguém, apenas uma amiga também em tratamento que nos acolheu. Fiquei internada até que estivesse tudo certo para eu iniciar a diálise”, afirma Samara.

Quase dois anos depois, dia 3 de julho de 2021, Samara recebeu a tão esperada ligação. “Era uma tarde de sábado e eu estava com meus pais na verdureira fazendo compras, quando me ligaram dizendo que tinha um rim para mim. Largamos tudo e saímos correndo para fazer o transplante. Graças a Deus deu tudo certo”, comemora.

Durante o tratamento, Samara desenvolveu uma paixão pela profissão de enfermagem e técnica de enfermagem. E sempre dizia que após o transplante voltaria para cuidar de quem precisa. Seis meses após transplante ela se inscreveu no curso de técnica de enfermagem na Pró-Rim Educação, formou-se e atualmente trabalha na Fundação Pró-Rim. “Assim como eu fui cuidada, quero cuidar de outros também”, finaliza.

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