Toledo mantém saldo positivo na abertura de postos de trabalho

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O mercado de trabalho de Toledo apresentou, em fevereiro, uma marca histórica, ao registrar o saldo de 2.311 postos de trabalho aberto dentro de um mês. Esse foi o maior registro de empregos formais desde que a metodologia vigente do levantamento teve início, em 2020. O saldo é resultado da contratação de 5.340 trabalhadores e do desligamento de 3.029, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“Toledo iniciou com um bom saldo de abertura de postos de trabalho. Esse número também apontou uma variação relativa de 3,69% no estoque de emprego. Ou seja, a economia está aquecida, há demanda para a produção local. Mesmo com a taxa de juros em patamares elevados, a economia de Toledo virou o ano em um ritmo de crescimento significativo”, cita o economista e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Jandir Ferrera de Lima.

O setor de Serviços foi o que mais cresceu no período quando admitiu 2.973 pessoas e demitiu 1.175, fechando o mês de fevereiro com saldo de 1.798 postos de trabalho criados. A variação relativa registrada no mês foi de 7,01%.

O gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, Rodrigo Souza, comenta que dentro deste setor, a atividade que mais se destacou no período é a que está ligada a gestão de recursos humanos, com funções de seleção, agenciamento, locação de mão de obra. “Só essas atividades geraram 1.406 vagas líquidas em fevereiro. É terceirização de serviços que está crescendo anos após anos e observamos isso nesse mês, serviços como administrativo, recrutamento e algumas atividades específicas como serviços gerais”.

Souza explica que o tempo médio de um trabalhador dentro desse segmento é de 13,7 meses, o que significa que esse mercado é muito dinâmico e com muita rotatividade. “Porém, nesse mês o setor cresceu muito, resultado desse aquecimento econômico e do fortalecimento do mercado em si. Lembrando que o setor de Serviços é quem dá suporte a toda nossa cadeia, principalmente suporte à indústria em todos os momentos”, complementa o gerente.

Lima pontua que, em geral, quando as economias seguem avançando, o setor de Serviços tende a se tornar o mais expressivo. “Isso reflete o volume de riqueza gerada e distribuída pela economia, que gera mais confiança nos consumidores, mais circulação de renda, mais operações de crédito. Além disso, uma parte do setor de Serviços dá suporte à produção industrial e agropecuária. Ou seja, não são apenas serviços de atendimento ao consumidor final, mas também de atendimento a demandas de outros ramos produtivos”.

OUTROS DADOS – A Indústria, também importante setor com grande volume de contratações, encerrou o mês de fevereiro com saldo positivo de 378 novos postos de trabalho, um resultado de 1.217 trabalhadores admitidos e 839 desligamentos. O Comércio e a Construção também registraram saldo positivos de 98 e 40 postos criados no mês, respectivamente. Por sua vez, o setor da Agropecuária registrou saldo negativo de -3. Em fevereiro, esse setor fez 88 contratações e 91 demissões.

Rodrigo Souza estima que o crescimento no mercado de trabalho de Toledo poderá continuar nessa crescente, principalmente pela locação de mão de obra temporária. “É a nova forma em que as empresas têm se adaptado, principalmente, pensando na rotatividade para tentar gerenciar a falta de pessoas de fato na linha de produção. Também dentro do setor de Serviços ainda faltam muitas pessoas e, por isso decidiram fazer esse processo de locação de mão de obra que cresceu muito ficou”.

CRESCIMENTO – O economista e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Jandir Ferrera de Lima, afirma que o fato de Toledo ser uma cidade bem urbanizada, com níveis de criminalidade baixos e com postos de trabalho tem atraído trabalhadores externos. Há também as vantagens oferecidas pelas empresas que se tornam atrativos.

Ele acrescenta que a conjuntura do município de Toledo também tem estimulado investimentos e investidores, em especial no setor terciário, o que tem atraído também potenciais trabalhadores. Contudo, ele lembra que a empregabilidade esbarra na qualificação profissional. “Mais de 30% dos postos oferecidos exigem algum tipo de qualificação técnica. Outra barreira aos estrangeiros são as normativas profissionais, pois o reconhecimento de estudos e capacitações fora do Brasil é complicada”, finaliza.

ESTADO – No Paraná, oito em cada dez municípios registraram um saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em fevereiro. Esse desempenho fez com que o Estado alcançasse o seu melhor desempenho mensal dos últimos quatro anos, totalizando 39.176 vagas de trabalho formal. Dos 399 municípios paranaenses, 320 tiveram um volume de contratações maior do que as demissões no mês passado. Toledo aparece na vice-liderança no ranking municipal do Paraná, com 2.311 empregos gerados no mês. Londrina (1.963), Maringá (1.739), Cascavel (1.468) e São José dos Pinhais (1.369) completam a lista dos municípios com saldo acima de mil empregos com carteira assinada criados em fevereiro.

Da Redação

TOLEDO

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